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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Prod. Artística: O. Montenegro
Prod. Executiva: Madalena Salles e Paulo Carvalhos
Assist. de Produção: Teresa Faria
Téc. de Som: Gustavo Dreher, Carolina Dreyffus, Florência Saraiva
Mixagem: Gustavo Dreher, Carolina Dreyffus, Florência Saraiva e Oswaldo Montenegro
Masterização: Carlos Freitas
Dir. de Arte, Projeto Gráfico e Fotos: Marcílio Godoi
Dir. de Arte da JAM Music: Paulo Amorim
Gravado e mixado no Studio Jam
Barra da Tijuca/RJ - AGO/2001 
A Lista 2001 (2001)

Faça (Oswaldo Montenegro)

Façam tardes as manhãs
Façam arte os artistas
Faça parte da maçã
A condenação prevista
Façam chuvas os Xamãs
Façam danças as coristas
Façam votos que esta corda
Não sabote o equilibrista
Façam Beatles "For No One"
Faça o povo a justiça
Faça amor o tempo todo
Que amor não desperdiça
Faça votos pra alegria
Faça com que todo dia
Seja um dia de domingo
 

A Tua Festa (Ulysses Machado)

Quem dera estar na tua festa, mama!
Ouve essa música preta e me chama

Last night, I had a dream about you, I saw you in a run,
Me saw that noisy people kicking you unde the sun
Though you were me best friend, bro, me could not save your soul, bro
Me called you 'mother fucker!', while the crowd'd began to stuck and fuck you
Your mama say Yeah, Your papa say no!

Quem dera estar na tua festa, mama!
Ouve essa música preta e me chama Bophuthatswana,
Sorriso de fada Tua bunda tão musculosa, lábios de almofada
Gueto de Soweto, agora um caminho
Já foi tão cruel, sujo, mau, mas virou nosso ninho
Soninho, soninho!

Last night, I had a dream about you, I saw you in a run,
Me saw that noisy people kicking you unde the sun
Though you were me best friend, bro, me could not save your soul, bro
Me called you 'moyher fucker!', while the crowd'd began to stuck and fuck you
Your mama say Yeah, Your papa say no!
Even if you ask me for help I could not listened ya
You can get the kiss of life but you can depend on the people too, yo
They' ve cut your bals and suck your blood and than they play the tango
 

A Primeira Noite (Oswaldo Montenegro)

A primeira noite de quem parte em busca do seu sonho
É a primeira sem tudo o que passou
A primeira noite na cidade distante do seu quarto
Gera insônias felizes e aflição
Não. Só. Não. Por que não? Só, por que não?
A primeira noite de quem larga o conforto do previsto
É a primeira sem colo, pai e mãe
A primeira noite traz na mala o que te restou de antes
Traz aperto e euforia ao coração
Não, só, não. Por que não? Só, por que não?
 

Velho Garotão (Ulysses Machado)

Gostava daquele jeito maneiro
De andar meio de lado displicente, velho garotão
No ano de 1985 eu cheguei a usar bermuda e dizer muito palavrão
A marca do cigarro era o "mais barato possível"
A marca do cigarro era preciso
Ele era um tal de James Blue que andava muito louco
E vez em quando arrebentava de paixão
É claro que queria ser bem mais do que podia
Dançar um reggae underground ao som do balafon
Usar boné de yankee no cabelo noite e dia
E ouvir Gilberto Gil na velocidade do som
A marca do cigarro era o "mais barato possível"
A marca do cigarro era preciso
Ele era um tal de James Blue que andava muito louco
E vez em quando arrebentava de paixão
Gostava do tempo do não se faz mais namorada como antigamente
(muito se fazia então)
Gostava do gosto que as coisas tinham De andar meio de lado, displicente, velho garotão
 

Chove, Não Molha (Oswaldo Montenegro)

Chove não molha esse forró ta começando
Chove não molha eu sei por onde começar
Chove não molha esse forró ta precisando
Bater pé, bater zabumba, que é pro povo acompanhar
E se a vida fosse mole pobre já nascia morto
Rico já nascia bobo, moça já vinha mulher
Motorista tinha troco e pra quem achasse pouco
Carne já vinha sem osso embrulhada em papel
E se a vida fosse mole cada um entenderia
Que essa tal felicidade não é mérito nenhum
Amizade verdadeira não teria molecagem
E acabava esse negócio de um todos e um por um
Chove não molha esse forró ta começando
Chove não molha eu sei por onde começar
Chove não molha esse forró ta precisando
Bater pé, bater zabumba, que é pro povo acompanhar
E se a vida fosse mole tartaruga andava a jato
'Inda teria muito mato em São Paulo, meu amor
O azul de Amaralina em tudo quanto era piscina
Mas o dono da piscina, isso eu mudava seu doutor
E se a vida fosse mole cada um entenderia
Que a verdade não foi feita pra se monopolizar
A sonata do Beethoven tava no Globo de Ouro
Disputando nas paradas da canção mais popular
Chove não molha esse forró ta começando
Chove não molha eu sei por onde começar
Chove não molha esse forró ta precisando
Bater pé, bater zabumba, que é pro povo acompanhar
Chove não molha esse forró ta terminando
Chove não molha eu sei por onde terminar
Chove não molha esse forró ta precisando
Bater pé, bater zabumba, que é pro povo acompanhar
 

Amor Medieval - Elas se Amavam (Oswaldo Montenegro)

Elas se amavam e achavam que o mal
Tava no fundo do rio
Não se tocavam e achavam normal
Deixar seus corpos com frio
Mas exalavam o cheiro fatal
De todo corpo vazio
E era um amor assim medieval
Claro, num porão sombrio

 

Mudar Dói, Não Mudar Dói Muito (Oswaldo Montenegro)

(refrão)
Não pense que o mundo acaba
Ali aonde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se você já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje eu sei que mudar dói
Mas não mudar dói muito
(parte falada)
Dizia Erasmo de Rotterdan
Que o pai da loucura é Platão
A mãe dela é a juventude
E dizem que teve um irmão
Que batizou entusiasmo
E mora no Maracanã
Passeia em casais abraçados
E dorme no colo de Yansã
(refrão)
A natureza não precisa de arte
O amor não precisa do poeta
Às vezes é o porto que parte
E é o alvo que procura a seta
Talvez seja filosofia
Talvez seja falta de assunto
Mas não há quem dirá (quem diria?)
A verdade só, só junto
Que junto a verdade aparece
E ser só metade é ser só
E só quem amou sabe disso
Gigante olha a pedra e vê pó
(refrão)
 

Rasura (Oswaldo Montenegro)

Me desculpe o mesmo gesto
Meu constante gesto insano
Que por mais que a mente negue
Teu coração ele marcou
Como a lógica dos fatos
Que eu traí a todo instante
Rasurando nosso branco
Com a mistura que eu sou
Me desculpe o gesto louco
A aspereza da loucura
'Inda queima no meu calmo
Doido e calmo coração
Mas por que, se a gente é tanto
Nosso amor sofreu rasura?
Nosso inconfundível gesto
Eu desfiz na minha mão
Me desculpe, ou melhor, não
Me abrace e comemore
Que a rasura que foi feita
Foi perfeita na sua hora
E mais que o mais que perfeito
Rasurar valeu a pena
Como esteve rasurado
O primeiro original
Do mais lindo poema
 

Gritem Casais (Roberto Menescal e Oswaldo Montenegro)

Gritem casais
Que os gemidos sejam loucos sinais
Pra que os barcos ancorados no cais
Possam retornar aos mares sem dor
Gritem mais
Gritem pra acordar a burguesia que jazz
E que a polícia prenda os outros casais
Que aderirem ao seu coro
Gritem casais
Pra assustar os tenebrosos normais
Que confundem o seu tédio com paz
Gritem pra evitar a guerra
Gritem mais
Pra soltar o grito dos animais
E esta ópera demente e voraz
Ainda vai salvar a Terra
 

Hora Certa (Oswaldo Montenegro)

Tem sempre a hora em que você tropeça e agride
Tem sempre a hora do furo e "foi mal"
É pouco pra que te desculpem
E não tem mais como voltar o filme
E não tem como simular "foi sem querer"
Tem sempre a hora em que você só pede asilo
Quem te conhece não acha normal
E estranha assim que você mude
E a tua cara que mudou no espelho
Ainda é a mesma no olhar de quem te vê
Tem sempre a hora do encontro
Entre como eu te vejo e você
 

Tudo Passa (Oswaldo Montenegro)

Quando teu sangue bebe heroína
O mundo inteiro quase te abraça
E afunda em morna piscina
E tudo passa, passa, passa...
Lógica desfaz a ponte à cálida impressão de devaneio
Pálida impressão de sonho já não dói mais nada
Já não importa, é tudo tão pequeno, já não importa
 

No Final da Brincadeira (Roberto Menescal e Oswaldo Montenegro)

Deixa eu tentar
Mesmo que não seja o mesmo lugar
Mesmo que não seja a mesma canção
Deixa eu fingir que é possível tentar
Faz isso, não
Não me conta que o destino escapuliu
Que não há como ir buscar o que partiu
Deixa o tempo andar pra trás
Tenta deixar
Que não seja como sempre será
Tudo igual ali no mesmo lugar
Vento morno ranço e desespero
Deixa estar
Não demora a gente volta a brincar
Como se o começo fosse voltar
No final da brincadeira
 

A Lista (Oswaldo Montenegro)

 Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ‘inda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você