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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:

Ficha Técnica:

Produção e Direção: Oswaldo Montenegro

Assistente de Direção: Madalena Salles

Técnico de Som: Laci                               

Mixagem: Oswaldo Montenegro e Laci

Capa e Contra Capa: Gordo Marques

Arranjos: Oswaldo Montenegro

Produção independente, gravado nos estúdios Transamérica (RJ)

 

Participações Especiais: Ney Matogrosso, Zizi Possi, Glória Pires, Sivuca, Gonzaguinha, Lucinha Lins e José Alexandre 

Aldeia dos Ventos (1987)

A Lenda do Castelo (Oswaldo Montenegro)

No velho castelo de vestal
Entre antigos copos de cristal
Bebem os vampiros e os anões
À saúde do seu rei
Desireé, princesa do local
Namora com a noite e o temporal
Velho inimigo das paixões
Levou seu amado rei
 

Sempre Não é Todo Dia (Oswaldo Montenegro/Mongol)

Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
Olhei pro meu espelho e "rá!"
Gritei o que eu mais queria
Na fresta da minha janela
Raiou, vazou a luz do dia
Entrou sem me pedir licença
Querendo me servir de guia
E eu que já sabia tudo
Das rotas da Astrologia
Dancei, e a cabeça tonta
O meu reinado não previa
Olhei pro meu espelho e "rá!"
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Botei o meu nariz a postos
Pro faro e pro que vicia
Senti teu cheiro na semente
Que a manhã me oferecia
Olhei pro meu espelho e "rá!"
Meu grito não me convencia
Princesa eu sei que sou pra sempre
Mas sempre não é todo dia
Eu hoje acordei tão só
Mais só do que eu merecia
E eu acho que será pra sempre
Mas sempre não é todo dia

 

Canário Amarelo (Oswaldo Montenegro)

Era um canário de amarelo-ouro
Era à capela o coro
O coro enorme que os bichos faziam
Era questão de ser demais
Questão de ser a maravilha e o cais
E o que vale
Em cada bicho
É a asa



 

O País dos Tristes (Oswaldo Montenegro)

Ah, quando a dor se for restará
Mais do que alma cedeu
Mais do que o mar nunca jamais concebeu
Tudo o que não voltará, nasceu
E a nossa alegria andará
Onde o suor escorreu à deriva
Acende o olhar no breu
Tudo o que não voltará, nasceu
 

O Travesti (Oswaldo Montenegro)

Instrumental

Simpatia de Giz (Oswaldo Montenegro)

Eu já me enchi de tudo o que você diz
Da tua cara de profeta lá da Praça Paris
Do teu jeito de ser o que você queria ser, mas não é
Olha como ET e pensa como perdiz
É o teu jeito de bancar um cara rico e feliz, mas não é
Mete o pau na água e compra um chafariz
Acha que é um rei e ri dos meus bem-te-vis
Acha que é o dono dessa bola que eu não quis, mas não é
Eu não aguento mais tua simpatia de giz
O teu jeito de saber do vento mais que o nariz
O teu jeito de ser o que você queria ser, mas não é
Olha como folha e pensa como raiz
É o teu jeito de bancar um cara rico e feliz, mas não é
Querendo me ensinar aquilo que eu sempre fiz
Usando o que é dos outros pra sonhar e não diz
Fundando a filial querendo ser a matriz, mas não é
 

O País das Atrizes (Oswaldo Montenegro)

E cada personagem é o fascínio
E não há quem possa explicar
A mágica do mágico na minha alma de atriz
Há de transformar
A pérola dos olhos ilumina o que eu for
Onde quer que eu vá
E cada personagem é a menina que eu fui
E a que virá
E o rosto da pessoa que eu quero ser
Está em cada rosto que eu me pintar
E cada mil pessoas que eu for fingindo que serei
Eu serei quando alguém vir em mim o que ele será

 

O País da Esperança (Oswaldo Montenegro)

Segue, que esse dia passa
Sem que se perceba eu quase acho graça
Vejo o seu sorriso me guiar na estrada
Pela ventania, última pousada
Viajante só
Segue, que a sua palavra
Já foi quase ouvida e quem caminhava
Alcançou o dia se tornou celeste
Se perdeu por nuvens se deitou na areia
E adormeceu
 

O Pais das Bruxas (Oswaldo Montenegro)

E na escuridão
Eram doze bruxas dançando em volta de Desirée
E cada uma, então
Era uma hora, um mês, um signo que não se vê
Onde é o Reino dos Mortos? Desirée pergunta
E as bruxas lhe põem a mão
Levantando o corpo e a dor do desejo imenso
Mostrando a porta aberta no coração
 

O País da Vaidade (Oswaldo Montenegro)

Instrumental