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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:

Produção: Oswaldo Montenegro Produções Artísticas Ltda.

Direção / Produção de estúdio: Alexandre Meu Rei

Arranjos: Oswaldo Montenegro

Técnico de som e mixagem: Alexandre Meu Rei

Editora: Warner Chappell (música “De Passagem”: Editora Arlequim)

Gravado nos estúdios Eco Som de novembro de 2010 a maio de 2011

Fotos: Guga Melgar e Guido Melgar

Design gráfico e Arte-finalização: Wil Minetto / wilminetto.com 

De Passagem (2011)

Não importa por quê (Oswaldo Montenegro)

A fita k-7 passou
Telefone sem bina também
O sonho do hippie acabou
Dos santos não sobrou ninguém
 O tal socialismo morreu
A pura inocência eu perdi
O fim da vanguarda se deu
Depois do passado é aqui
O jovem que eu vi já não é
A bola de couro murchou
A grama ta sem o Pelé
Até o Titanic afundou
Planetas perderam Plutão
Há livros que ninguém mais lê
Tem bicho em total extinção
Mas eu ‘inda amo você
Qualquer hora, sem nenhum aviso
Quero encontrar você
Gargalhando, acordando a cidade
E não importa por quê
Quero ver o teu rosto pintado
O teu riso desembestado
E não importa por quê
E não importa por quê
Quando a hora chegar, sempre chega
Quero encontrar você
Sem a capa dos velhos contratos
E não importa por quê
Brasileira do som misturado
Deixa o meu coração apressado
E não importa por quê
E não importa por quê
 

A vida quis assim (Mongol)

Me fale das andanças ex-amor
Dos melhores momentos que passou
Me fale que eu vou te falar dos meus
Eu tenho todo tempo pra ouvir
Os melhores momentos que eu vivi
São todos que passei ao lado teu
Mas se você quiser não vou lembrar
Pra não te constranger, me ver chorar
A gente fala então do que virá
Eu tenho toda vida pela frente
E vou viver da forma mais urgente
Quem sabe um dia eu pare de te amar
E mesmo que isso possa acontecer
Eu vou sentir saudade de você
Que culpa pode ter o coração?
Que pena que a vida quis assim
Você viver feliz longe de mim
A dor rindo da minha solidão
Se alguém vier pedir o meu conselho
A gente não aprende no espelho
A gente vive e sofre pra aprender
E cada amor é tanto e diferente
A vida insiste em dar esse presente
Comece o dia amando mais você
 

Eu quero ser feliz agora (Oswaldo Montenegro)

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você ta de fora
Que você volte pro rebanho
Não acredite, grite sem demora
Eu quero ser feliz agora
Eu quero ser feliz agora
Se alguém vier com o papo perigoso de dizer
Que é preciso paciência pra viver
Que andando ali quieto, comportado, limitado
Só, coitado, você não vai se perder
Que manso, imitando uma boiada
Você vai, boca fechada, pro curral (se merecer)
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra
E quando o guarda chuva emperra certamente vai chover
Se joga na primeira ousadia
Que ta pra nascer o dia do futuro que te adora
E bota o microfone na lapela
Olha pra vida e diz pra ela
Eu quero ser feliz agora
Eu quero ser feliz agora
 

Palma (Ulysses Machado)

É pra cantar batendo palma
De modo que a mão que bate na mão
Provoque essa dor no corpo
Na hora em que a força é perto do medo
A palha da brasa, o pavio da bomba
O grito da calma e a palma
É pra cantar batendo
Não se trata de simples manifestação mecânica
Não precisa bater no compasso da métrica
Arrebentaremos as pautas e notas
Tímpanos, pífanos, sopranos, maestros
Cartões de ponto e a palma
É pra cantar batendo palma
Não precisa profundidade de causa
Pra bater palma e morrer de canção de paixão
E a palma
É pra cantar batendo
Não deixaremos de tirar nosso soutien
Lingerie de vontade contida
Cuspindo pro lado, batendo na vida
Fazendo discurso e palma
 

Todo mundo tá falando (Oswaldo Montenegro)

Todo mundo tá falando de fama
Todo mundo tá falando de guerra
Todo mundo tá falando de lama
Todo mundo tá falando de terra
Todo mundo tá falando de medo
Todo mundo tá falando de paz
Todo mundo tá falando segredo
Todo mundo tá falando demais
Por telefone, por Orkut, por carência
Por site, por decadência
Por vontade de brilhar
Por Facebook, por email, por esmero
Por carta, por desespero
Todo mundo quer falar
Ao pé do ouvido, por gesto, por ousadia
Timidez ou covardia
Por não saber escutar
Pela TV, pelo cinema ou microfone
Todo mundo se consome
Mas não para de falar
 

Velhos amigos (Oswaldo Montenegro)

Velhos amigos vão sempre se encontrar
Seja onde for, seja em qualquer lugar
O mundo é pequeno, o tempo é invenção
Que o amor desfaz na tua mão
Nada passou, nada ficará
Nada se perde nada vai se achar
Põe nosso nome na planta do jardim
Vivo em você e você dorme em mim
E quando eu olho pro imenso azul do mar
Ouço teu riso e penso: onde é que está?
A nossa planta o vento não desfez
É nunca mais, mas é mais uma vez
 

 

De Passagem (Léo Pinheiro, Tião Pinheiro e J. Bulhões)

Só vim aqui
Passei aqui por querer
Pra lhe negar desamor
Pra lhe dizer só de amor
E só vim pra lhe dizer
Só vi o olhar
Seu olhar a me dizer
Para me dar seu amor
Pra lhe entregar por querer
E só vim pra me envolver
Esqueça tudo antes
Se lembre apenas de agora
Venha, vamos juntos seguir
O caminho é a hora
De juntos aqui
 

Sem Susto (Oswaldo Montenegro e José Alexandre)

Nada mais nos causa susto
Muita coisa da prazer
Há tanto poema pra fazer
Só eu sei o que me importa
E só conto pra você
E se eu não contar você vai ver
Embrulha nossos sonhos
Em papel timbrado
Selado pra mim
E o que pertence ao passado
Não tem quase nada a ver com fim
Da pro mundo a gargalhada
Que ele vai te devolver
Diz que essa canção é pra você
Os amigos da estrada vão e vêm
E vai saber por que tanto vai e vem, por quê?
Separa umas piadas velhas, boas
E conta pra mim
Me peça alguma coisa louca
Só pra eu poder dizer que sim
Porque o passado não tem nada
Não tem quase nada a ver com fim
 

Asas ( Oswaldo Montenegro)

Asas
Pra roubar o sonho bom do gás
Voar sem a gravidade
Gritar pra mudar o sol de lugar
Pra aquecer a voz
Fazer a voz voar
Asas
Pra montar no vento e mergulhar
Água na sua cabeça louca
Que a parede é pra derrubar
Pra soltar a voz
Fazer a voz voar
Voar
Joga fora toda a mágoa
Cantar
Manda toda a dor embora
 

Quem é que sabe? (Oswaldo Montenegro)

Quem é que sabe, é o que pensa ou o que arrisca?
Quem é que sabe, saberia ou saberá?
Quem é sabe o quê que vai durar no tempo?
Quem é que diz o que o futuro abrigará?
Qual é o valor que pode ter o pensamento?
Quem é o juiz que vai nos dar o alvará?
Qual é o artista que é melhor do que o colega?
Qual é a música que o povo aplaudirá?
Qual é a justiça que abre o olho e diz que é cega?
Qual é o porto donde o barco afundará?
Quem é que sabe, é o que pensa ou o que arrisca?
Quem é que sabe, saberia ou saberá?
Qual é o leme que o capitão confisca?
Qual é o líder que o povo seguirá?
Qual é o certo, é o que pensa ou o que arrisca?
Quem é que sabe, saberia ou saberá?
Qual é a cor do vento frio em seu cabelo?
Qual é o defeito que a modéstia esconderá?
Qual é a ponta que enrolou esse novelo?
Quem é que diz, quem é que escuta ou vai falar?
Qual é o certo, é o que pensa ou o que arrisca?
Quem é que sabe, saberia ou saberá?
Qual é o critério que consagra a poesia?
Quem é que marca a ferro e fogo seu lugar?
Quem é diz se é madrugada, é noite ou dia?
Qual é o limite em dar carinho ou educar?
Quem é que sabe o que é que faz a qualidade?
Quem é que sabe o que jamais perecerá?
A gente fica velho assim com que idade?
Qual é a distância entre o que acaba e o que virá?
Quem é que sabe, é o que pensa ou o que arrisca?
Quem é que sabe, saberia ou saberá?
Como eu não sei e nunca soube e nada acima
Eu me divirto e levo a vida em declarar
Que a vida é quase que um mergulho na piscina
São dois segundos pra se aprender a nadar
 

 

Anda (Oswaldo Montenegro)

Anda que a coisa não volta nunca
Anda que a coisa não volta
A sombra do passado é deformada
A linha clara do futuro é você que vai traçar
O resto você pode jogar fora
Que o que passa vai embora
Não adianta segurar
E dane-se o projeto concebido
A melodia do presente você tem que improvisar
E nada vem com prazo ou garantia
A corda bamba é o dia a dia pra você se equilibrar
Anda que a coisa não volta nunca
Anda que a coisa não volta
Se lembra que não faz uma semana
Você me pediu a grana pra poder se levantar?
Fazia ainda pose de bacana
Como alguém que ‘inda se abana com meu leque
Venha cá
Cadê a imensa gratidão da grama
Pela chuva que alivia o calorento mal estar?
 Não faz essa tua cara de bom moço
Dessa fruta és o caroço que ninguém vai mastigar
Anda que a coisa não volta nunca
Anda que a coisa não volta
 

Pra ser feliz (Oswaldo Montenegro)

Pra ser feliz
Não da pra olhar pra trás
Pro que foi, pro que quis
Mas não foi possível
Pra se feliz
Não da pra consertar
Já quebrou, já partiu
Foi o tempo e o seu véu
Pra ser feliz
O sol inunda a nova estrada
E alguém vai te encontrar
Pra ser feliz
A noite vira madrugada
E a chuva vira mar
Pra ser feliz
Não da pra retornar
Reaver, segurar
O que foi bonito
Pra ser feliz
O mundo vai girar
E você vai gritar
O que não foi dito
Pra ser feliz
A tua cara vai ser nova
E os olhos vão mudar
Pra ser feliz
Não tem que haver nenhuma prova
Valeu e valerá