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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Dir. Artística: Roberto Menescal
Fotos: Madalena Salles
Capa: Flávio Mendes
Estúdio de Gravação e Mixagem: Albatroz (RJ) 
Entre uma Balada e um Blues (2001)

Entre uma Balada e um Blues (Oswaldo Montenegro)

Quando os bichos
dançam com as fadas
entre uma balada e um blues
a paixão cai de madrugada
lá do céu escorrem azuis
pingam luas, gotas aladas
entre uma balada e um blues
no repouso das cavalgadas
quando a noite abranda essa luz
o calor das mãos apertadas
reconforta a mão que conduz um
amor dos contos de fadas
entre uma balada e um blues
 

Mel do Sol (Oswaldo Montenegro)

O verão chegou trazendo a voz
da paixão que escorre mel do sol
e incendeia o nosso coração
menino
brincando na areia
que a paixão saiba cuidar de nós
passageiros como a luz do sol
que incendeia o nosso coração
menino
brincando na areia
madrepérola de cores vãs
no vitral insone das manhãs
que eu vi passar enquanto o sol
menino
brincava na areia
Que o verão saiba cuidar de nós
que você beba do mel do sol
e que a sombra que o verão trará
possa descansar seu corpo
menino
brincando na areia
 

Silêncio no Afeto (Oswaldo Montenegro)

Você que amei mas não amo
Saiba que a vida é assim
Já te chamei, e hoje chamo
Tudo o que passa por mim
De louco passado ou engano
Seja o que for é normal
Tá tudo certo, silêncio no afeto
O poeta canta o final
Você que foi minha amiga
E hoje nem lembra de mim
Nosso segredo não diga
São o que sobra no fim
Não sobra o que foi ciúme
Não sobra o que foi paixão
Tá tudo certo, silêncio no afeto
São pausas da nossa canção
Entrega pra outra pessoa
O amor que eu lhe dei (ele é seu)
Entrega que a vida ainda é boa
E nada que passa morreu
Desenha em alguém a pessoa
Que eu desenhei em você
Desenha e não jura
Paixão nunca dura
Valeu amiga, a gente se vê
 

Figura Louca (Beto Brasiliense)

Amor, vê que figura louca
Vestida com essa roupa
Pensando em você
Amor, vê que figura rouca
Cantando com essa boca
Lembrando você
Quanta roupa assim, não, não
Desabotoa, tanta coisa à toa
 

Solidão em Copacabana (Oswaldo Montenegro)

Tudo menos ir sozinho
Tudo menos estar sozinho na escuridão
Tudo menos ir sozinho
Tudo menos estar sozinho na escuridão
Coração de gincana
Vive em Copacabana
Foge da solidão
E quando pinta uma grana
Pega a moça bacana
Pra lhe dar atenção
Tudo menos a calçada
Madrugada estalando de tanta solidão
Tudo menos do que se gostaria que fosse tudo
E preste atenção
Coração de criança
Fez da luta uma dança
Traz a luva na mão
E tem na mão um ciclone
Pra não estar alone
Como o seu coração
 

Sem Mandamentos (Oswaldo Montenegro)

Hoje que quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje que quero ver a bola da criança livre
quero ver os sonhos todos nas janelas
quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
eu quero ver meu coração no seu sorriso
e no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
eu quero um carnaval no engarrafamento
e que dez mil estrelas vão riscando o céu
buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
rasgar a noite escura como um lampião
eu vou fazer seresta na sua calçada
eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
pra escrever a músicas sem pretensão
eu quero que as buzines toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação
 

No Final da Brincadeira (Roberto Menescal/Oswaldo Montenegro)

Deixa eu tentar
Mesmo que não seja o mesmo lugar
Mesmo que não seja a mesma canção
Deixa eu fingir que é possível tentar
Faz isso não
Não me conta que o destino escapuliu
Que não há como ir buscar o que partiu
Deixa o tempo andar pra trás
Tenta deixar
Que não seja como sempre será
Tudo igual ali no mesmo lugar
Vento morno ranço e desespero
Deixa estar
Não demora a gente volta a brincar
Como se o começo fosse voltar
No final da brincadeira
 

Urublue (Beto Brasiliense)

 De vez em quando saio de urublue
contaminando o céu azul
Vez em quando saio de urublue
contaminando o céu azul
Desse quarto sem janelas
Eu vejo por todas elas
Guardo a chave na palma da mão
De vez em quando saio de urublue
Contaminando o céu azul
Com essa arma que eu te mostro aqui
Abre o peito e vê o que há em ti
Guarda a arma na palma da mão
Depois que abrir que saia fogo e mel
Incendiando o azul do céu
Se for assim que saia fogo e mel
Incendiando o azul do céu
Vez em quando saio de urublue
contaminando o céu azul
 

Mistérios do Mundo (Oswaldo Montenegro)

Eu gosto dos mistérios do mundo
De olhar o mundo pela televisão
Fechar os olhos num segundo
Mistério profundo esse da escuridão
E eu te amo todo imundo
Com a cara amassada por toda mão
E a minha mão tira do fundo
Teu riso que eu amo e meu coração
É pra sempre vagabundo
Navega à deriva no mar da paixão
Refletindo lá no fundo
As cordas do ringue do meu coração
Eu gosto ali de Copacabana
Do fim de semana e olhar na TV
A mágica da suburbana que vira americana
E eu ano você
Eu gosto quando você me engana
E diz que será o que nunca vai ser
Será que a vida é uma gincana?
Cumprir as tarefas que mandam fazer
Meu coração é vagabundo
E anda na rua à deriva porque
Eu gosto dos mistérios do mundo
Que você não pode mas quer entender
 

De Barcos e Névoas (Oswaldo Montenegro)

De madrugada o barco some do cais da neblina
Oh meu amor, se lembre da gente sem mágoa
Sem águas do passado, umedecendo a crina
Dos alasões futuros ainda não amansados
Outras paixões encharcam o olho mas minha retina
Conserva o lago onde você deságua
Eu descobri que uma paixão termina
Se a gente quiser saber quando acaba
Oh meu amor, quando é que o amor termina?
 

Mais Leve e de Branco (Oswaldo Montenegro/José Alexandre)

Que maravilha não sentir mais amor
Eu tou mais leve e de branco
Não ver mais graça no seu brilho (eu já vi)
Sentar sozinho num banco
E olhar a rua sem meu olho te procurar
E achar a sua simpatia em qualquer lugar
Pensando bem você que tinha razão
Pesando bem cada fato
Não há tragédia é só o fim
E a canção ficou mais leve e o barato
É olhar a rua sem meu olho lhe procurar
E achar a sua simpatia em qualquer lugar
 

Como se Estivesse Fora (Oswaldo Montenegro/Mongol)

Me diz como é que se faz
Finge que eu cheguei agora
Finge que eu não sei do engano
Finge que eu não vi
Me fala sobre mim
Como se eu estivesse fora
Mostra a foto do outro ano
Finge que eu não vi
Me roubei da estrela
E é como se eu fosse a luz e ela eu
Vim banhado em cor
E a estrela é o que eu fui
E ainda sou em ti
E ai dói tanto vê-la
Como dói hoje olhar pra estrela
Que eu marquei em ti
 

Tá Certo (Oswaldo Montenegro)

Tá certo eu dispenso e renego o baralho
Te compro um vestido e um rádio de pilha
Te beijo na boca depois do trabalho
Semana que vem levo ao circo tua filha
E peço ao patrão um aumento que é justo
Na repartição já sou mais do que antigo
Na feira que vem não reclamo do custo
Podendo não penso e pensando não digo
Esqueço meu sonho e não jogo no bicho
E em vez do Maraca no fim-de-semana
Te ajudo a tirar no quintal todo o lixo
E à noite eu te levo num filme bacana
E finjo que esqueço o aluguel atrasado
E finjo que adoro quem vem me cobrar
Pra morar nessa coisa eu devia ser pago
E a goteira pingando no lar doce lar
Tá certo eu não brigo e não bebo cachaça
Te trago, mulher, a TV colorida
Antonio Fagundes sem cor não tem graça
E só vendo novela tu esqueça essa vida 

Eu Canto meu Blues (Oswaldo Montenegro/Roberto Menescal)

Eu canto meu blues
Pra te contar que as coisas andam bem
Por mais que você não acredite eu já posso acenar sem sua mão
Voltei a gargalhar sem seu bom humor
E quem olha pra mim não vê mais você
Mas veja você, que mais do que nunca
Eu tenho certeza da nossa paixão
Eu canto meu blues
Pra perguntar se pra você também
É bom que essa nossa loucura já tenha passado enfim
E porque não voltar a ser feliz sem ser por favor
É mais do que o fim
É "não" sem final
É o fim sem porém
E mais do que nunca eu te quero bem
É quase um blues tranqüilo
Se é que há blues tranqüilo, dizem que não
Devolvo aos pedaços a questão
Mas é que eu sonho ainda viver uma paixão
Que seja tranqüila
E paixão tranqüila, tal como o blues
É sempre ilusão