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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Direção Artística: Mauro Manzole
Arranjos: Oswaldo Montenegro
Capa: Fábio Acorsi Oliveira, Adriana a Silva e Inês Cozzo Olivares
Fotos: Adriana da Silva e Guga
Gravação e Mixagem: Estúdio Copacabana (RJ)
Noturno (1997)

Cristal (Oswaldo Montenegro)

Era de vidro, quase de lâmina
há de haver no espaço uma igual
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era uma estrela clara de lua
Gota de lume branco e de sal
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era vitrine, como é vitrine
O olho, a janela, a ruga e o cristal
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era de água, quase de espelho
Como o olhar de quem passa mal
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era de lua sempre de enluarada impressão
Divina e normal
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era menino, muito menino
como é menino o bem contra o mal
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
 

Criaturas da Noite (Oswaldo Montenegro)

Eu tenho medo de ver
As criaturas da noite
Estátuas sem rosto me olhando eu já vi
As criaturas da noite
O noturno véu, porcelana lua de luz violeta
Brilha de neon no céu
Porcelana, lua de luz violeta
Eu tenho medo de ver
 

A Deusa da Loucura (Oswaldo Montenegro)

A deusa da loucura te vê
A deusa da loucura ê a
Em cada esquina um espelho
E na crina de sua cabeça, uma luz
Em cada menina uma deusa felina
De olhos abertos e azuis
A deusa da loucura te vê...
 

Espelho das Águas (Oswaldo Montenegro)

Tira o sol daqui
Tira o sol de lá
Deixa o espelho das águas no clarão da lua
Tira o sol daqui
Tira o sol de lá
Deixa o espelho das águas no clarão da lua
 

Na Escuridão (Ulysses Machado)

Sempre quando olho bem nos olhos seus
Sempre bolero milonga, mas quase canção
Resto de guarânia faz parte da solidão
Sempre quando meu demônio encontra Deus
Sempre quando olho bem nos olhos

Sempre a noite a escuridão traz os seres
Carregando as criaturas que a luz expulsou
Sempre olho nesses seus olhos castanhos ateus
Sempre fico porque a noite é quando sou
Sempre olhando nesses mesmos olhos

Mas nunca se for de manhã
Nunca quando é verão
Jamais quando a noite é clara e tem sombras no chão
Vou me embora, cúmbia em frevo é clarão
Não chore, não
Pense em quando olho bem nos olhos

 

Entre o Neon e a Sombra (Oswaldo Montenegro)

Entre o neon e a sombra acordei

Lua Úmida (Oswaldo Montenegro)

Areia prata lua úmida
Luz molhada desse bar
Nenhum amor acaba cedo
Todo mundo tem o barco
Errante de um segredo
Que a ninguém pode contar
Fantasias, medos, sonhos, traições
Vontade de mudar
Você não perdeu o seu brilho
Eu que perdi como enxergar
Nenhum amor acaba cedo
 

Canção da Lavoura (Oswaldo Montenegro)

Ê, sua bastante pra regar a plantação
Ê, bate a enxada como bate o coração
Amassa a terra, bate forte com a enxada, põe semente, tira pedra
Põe sal grosso, que é pro santo ajudar

 

Café com Pão (Raimundo Costa)

Como é que se faz prá tomar condução por aqui, hein?
Eu quero dormir! Tenho muito medo dessas escuridão
Eu quero minha mãe! Eu quero minha mãe!
E chegar a tempo pro café com pão
Eu quero minha mãe! Eu quero minha mãe!
E chegar mais cedo que o latir dos cães
Fiz tudo prá crer nos homens toda vida e... pau!
Fiz tudo prá crer nos homens toda vida e... pau!
Pau! Pau ! Pau!
Eu quero minha mãe...
Como é que se faz prá tomar condução por aqui hein?
Eu quero dormir! Tenho muito medo dessas escuridão
 

O Farol (Oswaldo Montenegro)

Roca de pedra, poeira
Mancha de vermelho o final do dia
Movimento solta vento na rota da noite, triste romaria
Revelando sonho,  sal na boca rude
Abre o sorriso dispersando o dia
Ê João, decide logo
A noite te espera, longa romaria
 

The Cross (Prince) / Do Pilá (Jararaca) - adaptação de Oswaldo Montenegro

Black day, stormy night
No love, no hope in sight
Don't cry, he is coming
Don't die without knowing the cross

Ghettos to the left of us
Flowers to the right
There'll be bread for all of us
If we can just bear the cross

We all have our problems
Some are big, some are small
Soon all of our problems, y'all
Will be taken by the cross

Encontrei Mané Vieira no caminho de Santa Rita
com uma viola no peito e o braço só era fita
etâ! Estrela d'alva é tão bonita
etâ! Estrela d'alva é tão bonita

 The cross

Indo eu fazer coivara comendo mel com biju
picou-me a surucucu mordeu-me o pé e correu
etâ! Foi Jesus que me mordeu
etâ! Foi Jesus que me mordeu

The cross

Ghettos to the left of us
Flowers to the right
There'll be bread for all, y'all
If we can just, just bear the cross, yeah

The cross

We all have our problems
Some big, some are small
Soon all of our problems
Will be taken by the cross

The cross