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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:
Direção Artística Liminha
Direção: Sérgio Cabral
Fotos: Milton Montenegro
Capa: Gráfio/Geraldo Alves Pinto
Estúdio de Gravação e Mixagem: Transmérica (RJ) 
Oswaldo Montenegro (1980)

Por Brilho (Oswaldo Montenegro)

Onde vá
Onde quer que vá
Leva o coração feliz
Toca a flauta da alegria
Como doce menestrel

Onda vá
Onde quer que eu vá
Vou estar de olho atento
À tua menor tristeza
Por no teu sorriso o mel

Onde vá
Vá para ser estrela
As coisas se transformam
Isso não é bom nem mal
E onde quer que eu esteja
O nosso amor tem brilho
Vou ver o teu sinal
 

Aquela Coisa Toda (Mongol)


 


Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem pra você
O fato é que a gente perdeu toda aquela magia
A porta dos meus quinze anos não tem mais segredo
E velha, tão velha ficou nossa fotografia

Olhe bem nos meus olhos
Olhe bem pra você
A quem é que a gente engana com a nossa loucura?
De certo que a gente perdeu a noção do limite
E atrás tem alguém que virá, que virá, que virá, que virá

 

Ao Nosso Filho Morena (Oswaldo Montenegro)

Se hoje tua mão não tem manga ou goiaba
Se a nossa pelada se foi com o dia
Te peço desculpas, me abraça meu filho
Perdoa esta melancolia

Se hoje você não estranha a crueza
Dos lagos sem peixe, da rua vazia
Te olho sem jeito, me abraça meu filho
Não sei se eu tentei tanto quanto eu podia

Se hoje teus olhos vislumbram com medo
Você já não vê e eu juro que havia
Te afago o cabelo, me abraça meu filho
Perdoa essa minha agonia

Se deixo você no absurdo planeta
Sem pique bandeira e pelada vadia
Fujo do teu olho, me abraça meu filho
Não sei se eu tentei, mas você merecia
 

Quebra Cabeça Sem Luz (Oswaldo Montenegro)

 É na clareza da mente
Que explode a procura do novo processo
E o que é meu direito eu exijo, não peço
Com a intensidade de quem quer viver
E optar ir ou não por ali

A nossa primeira antena
É a palavra que amplia, a verdade que assusta
E a gente repete que quer mas não busca
E de um modo abstrato se ilude que fez

Mas qualquer dia vai ter que ficar definido o caminho
É mais louco do que já supôs a tal sabedoria
Magia que eu hoje procuro entender
Pra que o corpo supere a fadiga
Você o que pensa do assunto?
Se a gente se encontra mas nunca ta junto
Vivendo esse quebra cabeça sem luz
Pra não ficar dividida
Minha mente estabeleci-combinado
Faria dizer pondo um pouco de mate gel/há de fazer
Como os loucos falando aos tropeços (perdão Rita Lee)
Pra que a gente se entenda algum dia
Há de ser como o louco Quixote
E a lógica insiste em guardar no seu pote
A mais linda palavra que eu ia dizer
Mas qualquer dia você
Vai me ver disfarçar (há) de fazer como eu
Que disfarço na tal fantasia a magia
E só me fantasio do que venho a ser
E o que se espera da minha cabeça
Há de ser invertido
E a sonata que eu já compus
Virou rock/quem roubou minha loucura fui eu
Agora a devolvi


 

Fado Doido (Oswaldo Montenegro)


Era loucura
Como é louco tudo o que eu fiz
Agora, se eu sou feliz
Ai, agora quem me diz?
Era loucura
E agora quem me diz
Se um dia eu vou
Se agora um dia eu fui feliz
Ai, agora quem me diz
Oh! Linda pássara na madrugada
É como se eu não percebesse nada
Liga não, é coisa de cantor
É como a chuva doida na floresta
É como a festa vir depois da festa
É como o gozo vir depois do amor
Ai, ai, e agora quem me diz?


 

Bandolins (Oswaldo Montenegro)

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não
E por que não dizer que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim seu colo?
E como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par o vento e a madrugada
Iluminavam a fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança que entra na roda
A noite tá no fim
E ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins
 

Intuição (Oswaldo Montenegro e Ulysses Machado)

Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior
Canta uma canção daquelas de filosofia e mundo bem melhor
Canta uma canção que aguente essa paulada
E a gente bate o pé no chão
Canta uma canção daquelas, pula da janela e bate o pé no chão
Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não
Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão
Canta o que não silencia, é onde principia a intuição
E nasce uma canção rimada da voz arrancada ao nosso coração
Como sem licença, o sol rompe a barra da noite sem pedir perdão
Hoje quem não cantaria grita a poesia e bate o pé no chão




 

Agonia (Mongol)


Se fosse resolver
Iria te dizer
Foi minha agonia
Se eu tentasse entender
Por mais que eu me esforçasse
Eu não conseguiria
E aqui no coração
Eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia
Eu vou pensar que é festa
Vou dançar, cantar
É minha garantia
E vou contagiar diversos corações
Com minha euforia
E a amargura e o tempo
Vão deixar meu corpo
Minha alma vazia
E sem que se perceba a gente se encontra
Pra uma outra folia
 

Pra Longe do Paranoá (Oswaldo Montenegro)

Numa tarde quente eu fui-me embora de Brasília
Num submarino do Lago Paranoá
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Qualquer dia, mãe, você vai ter uma surpresa
Vendo na TV meu peito quase arrebentar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Quem quiser que faça o velho jogo da política
Na sifilítica maneira de pensar
Quero ser estrela lá no Rio de Janeiro
Namorando Madalena na beira do mar
Eu tenho o coração vermelho
E o que canto é o espelho do que se passa por lá
Lá no Rio de Janeiro Namorando Madalena na beira do mar
 

Terceira Festa (Cachorro Doido) (Oswaldo Montenegro)

Na terceira festa viajar
Procurar o meu lugar comum
Pega esse cachorro doido
Pega esse cachorro doido
Pega no caminho do ca
Pega no caminho do ca
Pega esse cachorro doido

 

Incompatibilidade (Oswaldo Montenegro)

E bate louco
Bate criminosamente o coração mais do que a mente
Bate o pé mais do que o corpo poderia
Se você mentalizasse na folia
Sabe lá se não seria a solução pra de manhã pensar melhor
E caso fosse, a incompatibilidade entre corpo e consciência
Iria desaparecer (você não vê?)
Como o corpo preparado pode ser iluminado
Como a luz de uma fogueira que precisa se manter
E atingido pela plena consciência
De que o corpo em decadência faz a tua consciência esmorecer
Pelos poros elimina-se o que o corpo não precisa
E não precisa pra pensar abdicar desse prazer
Se você dançar a noite inteira
Não significa dar bobeira de manhã se alienar ou esquecer
É como a busca do supremo equilíbrio
Num processo inteligente sua mente clarear sem perceber
E a intelectualidade
Pode dançar sem receio
Descanso é pra alimentar
E trabalhar sem anseio
Eu tô olhando pra ponta
Mas não esqueço do meio
Quem acha o corpo uma ofensa
Falo sem demagogia
Pode dançar essa noite
E amanhã pensar (quem diria?)
Quem não entendeu eu lamento
Quero que entenda algum dia
 

Voar Leve (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Se alguém estiver chorando ou não
É como aquela chuva
É como a porta se abrindo
É como a dor da virgem, do parto
É a luta da nuvem
O sol alucinado penetra a nuvem que chora
O sol alucinado penetra a nuvem que brilha
Se alguém estiver chorando ou não
Que seja por motivo inspirado ou seja por brilho
Que seja pra lavar e que seja simples, preciso
Como a arquitetura da gaivota que voa
Supremo compromisso de voar leve, à toa

 

O Mesmo Coração (Oswaldo Montenegro)

Não, diversas vezes não, não há porque negar
Não uso da razão na hora de cantar
E é mesmo o coração quem rege o meu compasso
Não, não sou tão racional como era de esperar
E a lúcida palavra que eu iria dizer
Transforma-se num sopro, em pura intuição
E por qualquer razão eu fico à mercê
Pra onde dessa vez meu coração vai me levar
"Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher"
Cantada em verso ou não
É por assim dizer
A musa da canção que eu nunca vou fazer
É o sopro da emoção das que eu sempre fiz
Não, diversas vezes não, não há porque negar
Não uso da razão na hora de cantar
E o jogo da emoção parece estar assim
Por mais inconsciência que possa parecer
Minha idade da razão hoje parece estar no fim
"Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim"