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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:

Entre Uma Balada e Um Blues (Oswaldo Montenegro)

Quando os bichos dançam com as fadas
Entre uma balada e um blues
A paixão cai da madrugada
Lá do céu escorrem azuis
Pingam luas, gotas aladas
Entre uma balada e um blues
No repouso das cavalgadas
Quando a noite abranda essa luz
O calor das mãos apertadas
Reconforta a mão que conduz
O amor dos contos de fada

Entre uma balada e um blues 

Mel do Sol (Oswaldo Montenegro)

O verão chegou trazendo a voz
Da paixão que escorre mel do sol
E incendeia o nosso coração
Menino, brincando na areia
                                               
Que a paixão saiba cuidar de nós
Passageiros como a luz do sol
Que incendeia o nosso coração
Menino, brincando na areia
 
Madrepérola de cores vãs
No vitral insone das manhãs
Que eu vi passar enquanto o sol
Menino, brincava na areia
 
Que o verão saiba cuidar de nós
Que você beba do mel do sol
E que a sombra que o verão trará
Possa descansar seu corpo
Menino, brincando na areia
 
Madrepérola de cores vãs
No vitral insone das manhãs
Que eu vi passar enquanto o sol
Menino, brincava na areia
 
Que a paixão saiba cuidar de nós
Que você beba do mel do sol
E que a sombra que o verão trará
Possa descansar seu corpo

Menino, brincando na areia 

Todo Mundo é Lobo Por Dentro (Petulante)(Oswaldo Montenegro)

Você me disse que eu sou petulante, né?
Acho que sou sim, viu?
Como a água que desce a cachoeira
E não pergunta se pode passar
Você me disse que o meu olho é duro como faca
Acho que é sim, viu?
Como é duro o tronco da mangueira
Onde você precisa encostar
Você me disse que eu destruo sempre
A sua mais romântica ilusão
E que destruo sempre com minha palavra
O que me incomodou
Acho que é sim
Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu?
Como fere e faz barulho o bicho que se machucou, viu?

  

Canção do Gigante (Oswaldo Montenegro)

Grande, big, enorme, gigante, sem jeito, mal feito, gigante, sem tato, mulato, gigante, enorme, mal feito, bonzinho, bacana, sem tato nem jeito.
 
Meu riso é grande, não cabe em mim
Minhas mãos são grandes, te aplaudem assim
Meu peito é grande ninguém quer brincar
Meus pés são grandes no mesmo lugar, mesmo lugar
Meu olho é grande, meu mundo é maior
Meu braço é grande, já me dei um nó
Meu sonho é grande, não quero acordar
Meu riso é grande, ninguém quer brincar
Quem quer brincar?
 
Quem é que nunca sentiu que o mundo é um gigante
E achou que era fraco e se achou quase um rato
E que o gato era o mundo, um gigante malvado?
E quem é o coitado que olhava pra cima
Esperando a porrada, o cacete, o esporro, a mijada, a espora, o facão?
Quem é que nunca arregou, nunca teve paúra?
E será que alguém jura que nunca tremeu de pavor, de terror,
De vertigem, de altura (o’ que tava no chão!)?
E quem é o machão que não teve a surpresa
De ser humilhado igual feio na festa e menino mijão?
Presta atenção!
Quem não perdeu a atenção dos seus pais?
Quem não foi encarnado depois de uma queda
Ou porque era vesgo ou porque era torto
Ou se o avô já tá morto, se sente sozinho
Ou porque é menorzinho, ou porque é bobalhão é pereba, ou otário?
E olha presta atenção!
Quem não levou uma surra, perdeu um horário?
Quem é que jamais teve um sonho esmagado
Ou sofreu uma ofensa do melhor amigo?
E quem é que agora concorda comigo
Esse mundo é um gigante e a gente é anão? A gente é anão
Presta atenção! Presta atenção!
 
Meu olho é grande, meu mundo é maior
Meu braço é grande, já me dei um nó
Meu sonho é grande, não quero acordar
Meu riso é grande, ninguém quer brincar
Quem quer brincar?
(Mundo gigante, doido mundo
Quem não sente medo quando venta?) 

  

A Fada Azul (Oswaldo Montenegro)

Ela dança as fases da lua
Tece o vento e o ar rodopia
Põe no colo os bichos das ruas
Põe no chão quem quer correria
Põe as mãos de alguém entre as suas
E é o nascer de um sol, mais um dia
Do aroma rosa da arte
Ela extrai a cor da alegria
Do lilás do olhar de quem parte
Faz o azul de quem ficaria
Do vermelho ardor do estandarte
O nascer de um sol, mais um dia
Tem a solidão do poeta
A paixão da chuva tardia
Escultora da linha reta
Que a luz percorre esta via
Salta do seu olho, é uma seta
O nascer do sol, mais um dia
São brilhos de estrelas na perna
E a noite que a estrela anuncia
A paixão é estranha caverna
Quem tem medo e amor já sabia
Uma noite nunca é eterna
E é o nascer do sol, mais um dia
Ela pisa as ruas do tempo
Já foi louca, princesa e Maria
Faz de azul mais que cor, sentimento
Mina d’água, azul, poesia
Faz soar as rimas que invento

E é o nascer do sol, mais um dia 

Canção de Ninar Gente Pequena (Oswaldo Montenegro)

Dorme, dorme menininha
Eu estou aqui
Vá sonhar, ainda é tempo, menininha
Vá, vá dormir
 
Sonha sonhos cor de rosa
Passeia no céu e no mar
Apanha o mundo no teu sonho, menininha
E não deixa ninguém roubar
 
Olha, não reparta com ninguém
Os teus sonhos de menina
Dorme, dorme, dorme e sonha menininha

Sonha, é tempo ainda 

Deuses são seres Distantes (Papai Noel) (Oswaldo Montenegro)

Deuses são seres distantes
Santos só existem no céu
Só Papai Noel, um velhinho elegante
Visita as crianças sem véu
 
Seja uma bola de gude
Computador ou anel
Toda criança algum dia recebe
Um presente de Papai Noel
 
Tem quem não tem mais procura
Quem perde e faz escarcéu
Tem que ter olhos de ver e alma pura
Pra perceber Papai Noel

  

Vamos Celebrar (Oswaldo Montenegro)

Eu gosto de andar pela rua, bater papo, de lua
E de amigo engraçado
Eu gosto do estilo do Zorro
O visual lá do morro e de abraço apertado
Eu gosto mais de bicho com asa
Mais de ficar em casa e mais de tênis usado
Eu gosto do volume, do perfume
Do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado

Eu gosto de artistas diversos
De criança de berço e do som do atchim
Eu gosto de trem fora do trilho
E de andar com meu filho e da cor do marfim
Tem gente, muita gente que eu gosto
Que eu quase aposto que não gosta de mim
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, vamos celebrar

Eu gosto de artista circense
De artista que pense, de artista voraz
Eu gosto de olhar para frente
Mas de amar para sempre o que fica pra trás
Eu gosto de quem sempre acredita
A violência é maldita e já foi longe demais
Eu gosto do repique, do atabaque
Do alambique, badulaque, do cachimbo da paz

Eu gosto de inventar melodia
Da palavra poesia e de palavra com til
Eu gosto é de beijo na boca
De cantora bem rouca e de morar no Brasil
Eu gosto assim do canto do povo
E de tudo que é novo e do que a gente já viu
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, vamos celebrar

Eu gosto dos atores que choram ali por nós
E namoram ali por nós, na TV
Eu gosto assim de quem é eterno
E de quem é moderno e de quem não quer ser
Eu gosto de varar madrugada
E de quem conta piada e não consegue entender
Eu gosto da risada, gargalhada
Da beleza recriada pra que eu possa rever

Eu gosto de quem quer dar ajuda
E acredita que muda o que não anda legal
Eu gosto de quem grita no morro
Que a alegria é socorro e que miséria é fatal
Eu gosto do começo, do avesso
Do tropeço, do bebum que dança no carnaval
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, vamos celebrar

Eu gosto é de ver coisa rara
A verdade na cara é do que gosto mais
Eu gosto porque assim vale a pena
A nossa vida é pequena e tá guardada em cristais
Eu gosto é que Deus cante em tudo
E que não fique mudo, morto em mil catedrais
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, vamos celebrar

O Rap da Bruxa (Oswaldo Montenegro)

Escaramuça, tocaia, armadilha
Um resto de féretro, olhar de Fellini
Gota de sangue, xixi de morcego
Bola de ferro de quebrar vitrine
Uivo de lobo, sorriso de esguelha
Papo de chato que nunca define               
Asa de cobra, inveja, mentira
Dor de cabeça, motor de Gordini
Pelo de rato, espelho de feia
Olho de pobre vendo limusine
Pele de velho, malária, mentira
Pó de doença que ninguém previne
Rabo de monstro, língua de sapo
Sonho de moça sozinha no cine
Boca de tédio de algum funcionário

Fone quebrado fora da cabine 

A Oficina do Gepeto (Oswaldo Montenegro)

O tic tac do meu sonho
Tá que nem pode saber
Do que te queria e ponho
Onde possa parecer
Que o relógio tão tristonho
Adivinha sem querer
Não há nada mais risonho
Do que o tempo a correr
 
O tic tac dessa noite
Tá que te quer de montão
Tá que bate como açoite
Te queria, coração
Perguntar quem foi
Que foi que te assustou
Quem foi que não
O relógio queima a noite
Derretendo a escuridão

  

Pode Ser (Os sete Anões) (Oswaldo Montenegro)

Pode ser, que a gente se acostume a ficar só
Tente, só que eu duvido muito
Quando a gente fica junto o coração desfaz o nó
 
E bate palma pra entrar na brincadeira            
E bate palma que é pra mão não ficar só
E bate palma pra entrar na brincadeira            
E bate palma que é pra mão não ficar só
 
E bate como vai bater a vida inteira o coração
Quando a gente se separa...
Dá um nó
 
Sete estrelas no vitral
Sete roupas no varal
Sete sonhos...
 

Quando a gente se separa dá um nó 

Mel do Sol (versão 2) (Oswaldo Montenegro)

O verão chegou trazendo a voz
Da paixão que escorre mel do sol
E incendeia o nosso coração
Menino, brincando na areia
                                               
Que a paixão saiba cuidar de nós
Passageiros como a luz do sol
Que incendeia o nosso coração
Menino, brincando na areia
 
Madrepérola de cores vãs
No vitral insone das manhãs
Que eu vi passar enquanto o sol
Menino, brincava na areia
 
Que o verão saiba cuidar de nós
Que você beba do mel do sol
E que a sombra que o verão trará
Possa descansar seu corpo
Menino, brincando na areia
 
Madrepérola de cores vãs
No vitral insone das manhãs
Que eu vi passar enquanto o sol
Menino, brincava na areia
 
Que a paixão saiba cuidar de nós
Que você beba do mel do sol
E que a sombra que o verão trará
Possa descansar seu corpo
Menino, brincando na areia

 

A Fuga do Vale Encantado (Oswaldo Montenegro)

Abre logo o portão
Madrugada por todo o Vale
Tá suando emoção
Tá com medo e tem um detalhe
O medo embaça a visão
Abre logo, antes que te abale
Ande na escuridão
O teu sonho parece um vale
Preso entre os morros
Não solta o sonho antes que se cale
Madrugada por todo o Vale
Abre logo o portão

Madrugada por todo Vale 

Anoitecer no Vale (Oswaldo Montenegro)

Olha lá, o sol tá caindo
como o riso em luz pra você
Viu? Não é só dor!
Viu? Não é só tristeza, não

Pensar em Coisas Lindas (Oswaldo Montenegro)

 Quando anoitece no Vale Encantado, fica só um fiozinho de luz vermelha lá no horizonte. E todas as crianças do mundo param pra ver o pôr-do-sol! 

Ah! o Deus das Fadas fica tão triste se a gente deixa de ver o pôr-do-sol!
A linha vermelha puxa uma carruagem cheia de estrelas, onde está a Deusa dos Sonhos e seu pó mágico, que faz a gente pensar coisas lindas... 
Quando vocês estiverem tristes, pensem em coisas lindas: balas, travessuras, carinho, carrinho, beijo de mãe, brincadeira de queimado, árvore de Natal, árvore de jabuticaba, céu amarelo, bolas azuis, risada, colo de pai, história de avó...
Quando vocês forem grandes e acharem que a vida não é linda, pensem em coisas lindas. Mas pensem com força, com muita força! Porque aí, o céu vai ficar cheio de vacas gordas amarelas, cachorro bonzinho, bruxa simpática, sorvete de chocolate, caramelos e amigos.
Vamos! Vamos lá! Vamos pensar só em coisas lindas! 
Brincar na chuva, boneca nova, boneca velha, bola grande, mar verde, submarino amarelo, fruta molhada, banho de rio, guerra de travesseiro, boneco de areia, princesas, heróis, cavalos voadores... 
Ih! Já tá anoitecendo no Vale Encantado! Dorme em paz, minha criança querida. 
Vamos pensar em coisas lindas, até amanhecer.
 

O Vale Encantado (Tema) (Oswaldo Montenegro)

Cachoeiras de hortelã
Folhas rosa por trás
Águias negras, cães azuis
Árvores lilás
Ninfas guardam sonhos
Guardiãs imortais
No Vale Encantado quem sorrir
Bebe o vinho da paz
 
Mares de safira e luz
Arco-íris no olhar
Barco branco que conduz
Quem quiser cantar
Vagalumes amarelos dançam no ar
No Vale Encantado quem sorrir
Bebe a luz do luar
 
Ventos de cereja e sons
De risada de irmão
Mil estrelas de bombons
Frutas de perdão
Hálito de oásis, flor de afago no chão
No Vale Encantado quem sorrir

Pega o céu com a mão