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Oswaldo Montenegro

Ficha Técnica:

Amores (Oswaldo Montenegro)

Cada alegria desfaz algum nó
Não é preciso entender as paixões
Cada manhã vai te encontrar
Mesmo sem você querer
Mesmo se o sono durar
Sim, cabe ao amor te aliviar
Do que te cansa
Sai, dança no sol, solta tua voz
Que a luz te alcança
Dança! Dança!
Que o mundo vai te esquecer
Que o mundo não vai lembrar
Dança, dança
Cada surpresa desfaz o que for
Não é preciso guardar as canções
Cada intenção muda de cor
Cada alegria é uma voz
Que alguém vai ter que escutar
Sim, tudo é em vão, nada é em vão
Então descansa
Sim, nada demais, tudo se faz
Vira lembrança
Dança! Dança!
Que o tempo vai te levar
Que o tempo vai sem você

Dança, dança, dança 

Cristal (Oswaldo Montenegro)

Era de vidro, quase de lâmina
há de haver no espaço uma igual
Era uma lágrima
Há de ter sido um choro natural
Era uma estrela clara de lua
Gota de lume branco e de sal
Era vitrine, como é vitrine
O olho, a janela, a ruga e o cristal
Era de água, quase de espelho
Como o olhar de quem passa mal
Era de lua, sempre de enluarada impressão
Divina e normal
Era menino, muito menino

como é menino o bem contra o mal 

Solidões (Oswaldo Montenegro)

A solidão é uma cidade abandonada
É uma carroça numa estrada que vai dar na escuridão
É a feiura da mulher toda arrumada
Passeando na calçada sem ninguém dar atenção
A solidão é como um pássaro ferido                                     
Que voou, mas ta perdido, sem saber a direção
É como mão sem outra mão pra bater palma
Como um Deus que perde a calma, se ninguém pedir perdão
A solidão é como um nome que se esquece
É como um homem que envelhece sem viver o que sonhou
É como um trânsito em plena madrugada
É o poeta na calçada, que ninguém nunca escutou
A solidão é uma atriz sem a plateia
É abelha sem colmeia, é barco a vela no sertão
É a promessa do político sem ética
É a conta aritmética em que o zero é a solução
A solidão é uma bola sem chuteira
É a vizinha fofoqueira sem vizinhos no portão
A solidão é o rebolado da mulata
Quando a festa já ta chata e ninguém quer mais sambar, não
A solidão é quando o tempo vai embora
Quando a gente perde a hora e o compasso da canção
A solidão é quando o filme fica bobo
Quando a gente perde o jogo por que alguém fez 'gol de mão'
 

    

Torre de Babel (Oswaldo Montenegro)

Instrumental 

Amor Medieval - Elas se Amavam (Oswaldo Montenegro)

Elas se amavam e achavam que o mal
Tava no fundo de um rio
Não se tocavam e achavam normal
Deixar seus corpos com frio
Mas exalavam o cheiro fatal
De todo corpo vazio
E era um amor assim medieval

Claro, num porão sombrio 

País da Vaidade (Oswaldo Montenegro)

Instrumental 

Olhos (Oswaldo Montenegro)

Olhos que procuram frestas pra ver luz
Ver olhos que procuram ver                     
Por detrás da cidade, alguma novidade
Alguma coisa além do que podem prever
Olhos de um poeta rebuscando o que falar
Pra jogar emoção e não soar piegas
Olhos que outros olhos, procurando às cegas,
Não conseguem ver
Olhos dez milhões de olhos percorrendo o espaço 
Procurando um deus como a gente queria
Que justificasse a eterna romaria

Rumo ao dia louco em que vão se fechar 

Bosch - O Jardim das Delícias (Oswaldo Montenegro)

 Instrumental

Só nº 2 (Oswaldo Montenegro)

Só, como é só o barbeiro do teu bairro
Como é só a estrela da manhã
Só, como é só todo sentimento claro
Como é só se plantar que dá no chão
Não, só, não, porque não?
Só, por que não?
Só como a moça lá da mercearia
Fica só se a gente não passa ali
Só, como Deus é mais só durante o dia
Como a música passa só amor
Não, só, não
Por que não?
Só, por que não?
Só, como a futilidade da aparência
Só valeu porque a gente mora aqui
Só, como o brilho da nossa incompetência
Cega os olhos do amor na solidão
Não, só, não
Por que não?

Só, por que não? 

A Lista (Oswaldo Montenegro)

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás?
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre?
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos, ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava

Hoje acredita que amam você? 

Só (Oswaldo Montenegro )

 Vontade de ser sozinho

Sem grilo do que passou
A taça do mesmo vinho
Sem brinde, mas por favor
Não é que eu não tenha amigos, não
Não é que eu não dê valor
Mas hoje é preciso a solidão
Em nome do que acabou
Vontade de ser sozinho
Mas por uma causa sã
Trocar o calor do ninho
Pelo frio da manhã
Valeu a orquestra, se valeu!
Agora é flauta de Pã
Hoje é preciso a solidão
Com a benção do deus Tupã
Ô, menina!
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou
 
A flecha que passa rente
Cantor implorando bis
O cara que sempre mente
A feia que quer ser miss
Gaivota voando sob o céu
A letra que eu nunca fiz
Tudo é a mesma solidão
Mas dá pra se ser feliz
Ô, menina!
E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou
 
E todo mundo é sozinho
E ai de quem pensar que não
A moça com seu vizinho
Soldado com capitão
E resta a quem tá sem seu amor
Amar sua solidão
Hoje é preciso um uivo
Do lobo na escuridão
Ô, menina!

E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
O vento não traz resposta
Acabou

Adeus, João (Oswaldo Montenegro e Mongol)

Adeus, João
Arreda o mal
Tome cuidado

Eu to rezando por você